Tom Clancy's Splinter Cell: Conviction XBOX 360

TGS 09 - O velho espião dá lugar a uma máquina rancorosa em busca de vingança! Diferente do que acontece na indústria cinematográfica — onde os ditos “galãs” de hoje em dia sequer têm barba formada — a moda nos video games parece ser: envelheça o protagonista, despeje sobre ele toda uma carga de rancor, e veja no que dá. Quer dizer, foi isso que aconteceu com Old Snake, é isso que acontecerá com Max Payne e, entrando também na dança, esse também será o caso do bom e velho Sam Fisher quando Splinter Cell: Conviction der as caras.

Bem, e no que exatamente vai consistir a nova empreitada do envelhecido e desesperado Sam? A última edição da TGS (Tokyo Game Show) trouxe informações que devem ajudar um pouco a explicar isso, mostrando o que exatamente fez com que a velha arma ambulante da Third Echelon saísse da escuridão depois de tantos anos — quer dizer, além da necessidade de novamente fazer frente ao consagrado "stealth" da Konami.


Conforme você já deve ter lido em prévias anteriores aqui do Connect Jogos, Conviction transformou o outrora metódico e, por assim dizer, patriota Sam Fisher em uma máquina de vingança marginal que lembra (muito mesmo) as melhores temporadas de Jack Bauer em 24 horas.

Basicamente, o governo simplesmente jogou Sam para escanteio, a sua filha foi morta e, enquanto procurava por respostas, ele ainda descobriu toda uma rede conspiratória que planeja descarregar um Pulso Eletromagnético sobre Washington DC. Certamente ele já teve melhores dias.

Novos brinquedos

Obviamente, para botar ordem nesse cenário caótico, Sam provavelmente precisará de um pouco mais que os seus fiéis óculos de visão noturna. Sim, existem agora novos brinquedos. Em primeiro lugar, os novos óculos com sonar — que fazem os antigos parecerem brinquedos de caixa de cereal.

Esqueça os óculos de visão noturna! Agora, com uma rápida emissão de sonar, você não apenas poderá enxergar os seu arredores próximos, mas também será capaz de vislumbrar a posição de inimigos mesmo através de paredes. Entretanto, é bom tomar cuidado. O sonar não é atualizado em tempo real; ele apenas exibe a posição dos inimigos no momento. Dessa forma, é bom tomar cuidado para não acabar com uma desagradável surpresa — quem diria que o sujeito com rifle não ficaria parado?

Outro reforço bastante oportuno são as câmeras de aderência (“sticky câmeras”). Arremesse em uma parede, e lá ela ficará, mostrando tudo o que estiver naquele ângulo de visão. E o melhor? Caso alguém se aproxime, ainda será possível detoná-la remotamente (você pode inclusive provocar ruídos, para atrair algum inimigo infeliz diretamente para a câmera).

Um Sam Fisher mais tático

Um dos maiores divisores de águas em Conviction — e também a novidade mais controversa até o momento — é a nova habilidade de Sam intitulada “Mark and Execute”. A ideia aqui é permitir que o protagonista marque diversos inimigos em um local para em seguida desencadear um rápido e eficaz ataque, deixando para trás uma trilha de corpos.

Me vê... não me vê mais... me vê novamente!Uma das primeiras impressões que se tem a ouvir essa ideia é: a jogabilidade vai ser sumariamente retirada das mãos do jogador, já que Sam efetua quase a totalidade do movimento em comando automático. Mas, fique sabendo, o buraco é mais embaixo.

Em primeiro lugar, por que esses fabulosos ataques sincronizados não surgem da simples demarcação dos facínoras em uma cena. Para dar inícios aos movimentos de Sam, você sempre precisará dar um pontapé inicial, o que é feito através de um rápido ataque à moda antiga.

Além disso, o número de ataques que podem ser encadeados dessa forma depende da arma que estiver empunhada. Para uma pistola, não mais que três ataques sucessivos serão possíveis (embora você possa continuar o encadeamento desferindo mais um ataque normal, ao qual podem seguir mais três ataques encadeados, e por aí vai). E mais: para conseguir precisão, é bom que você esteja bem próximo dos seus alvos.

Mas existe ainda outra técnica aprendida por Sam Fisher que pode facilitar as coisas quando alguma batalha mais caótica se instalar. Trata-se de um recurso denominado “Last Known Position” (última posição conhecida). Basicamente, uma vez utilizado, esse recurso fará com que os seus algozes acreditem que você ainda está no último local em que foi avistado (o que é ilustrado por uma versão “ectoplasmática” de Sam).

Embora a I.A. (inteligência artificial) de Conviction seja bastante razoável, não deixa de ter sua graça aqueles momentos em que você vê os temíveis soldados treinados atirando insistentemente em um local vazio. É claro, isso ainda dá tempo suficiente para você escapar ou para atacá-los pelas costas.

É melhor abrir a boca...

Se você achava que a gravata de Double Agent era um recurso violento (embora interessante) para que Sam conseguisse arrancar algumas verdade de um inimigo infausto, espere só pra ver como as coisas ficaram em Conviction. Basicamente, agora diversos elementos do cenário podem colaborar com o já considerável poder de persuasão de Sam Fisher. Pias ,espelhos, sanitários, paredes, portas... virtualmente qualquer coisa do cenário pode se “combinar” com a cara do infeliz sujeito (Sam ainda tem o péssimo hábito de brincar com facas...).

Um Sam Fisher ainda mais... persuasivo

Fácil? Nem de longe!

Tudo bem. A ideia do “Mark and Execute” pode acabar dando a falsa impressão que de Splinter Cell: Conviction afrouxou as coisas na franquia. Ledo engano. Nas sequências liberadas durante a TGS, ficou bastante evidente que para ter sucesso aqui não basta sair distribuindo as novas potencialidades de Sam Fisher a torto e a direita.

Longe disso, para não acabar em maus lençóis, convém se valer de certa estratégia antes de tentar encadear ataques em um cenário abarrotado de inimigos. Isso porque as coisas nem sempre saem como você espera, e mesmo o ultra treinado espião da Third Echelon não é nem de longe à prova de balas — além do que, revelar a posição de Sam sempre gera todo um pandemônio nas cercanias.


Enfim, tudo indica que o eterno concorrente de Metal Gear não deve fazer feio na sua nova recriação. Também é fácil perceber que as reformulações por parte da Ubisoft foram mesmo capazes de desembarcar um Sam Fisher ainda mais afiado, tático e original. Enfim, interessado em controlar o novo/velho Sam Fisher, agora convertido em máquina de vingança rancorosa? Aguarde novidades aqui no Baixaki Jogos.

Splinter Cell: Conviction tem lançamento previsto para 23 de fevereiro de 2010.

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